...e há falhas que a nossa auto-crítica faz sobressaír em demasia... pois no fundo são apenas pequenos erros que cometemos na aprendizagem da vida e que nos vão ajudar a compreende-la melhor, para não os cometermos no futuro.
Às vezes ficas sem asas quando deixas de voar naquele que foi o teu conforto. Quando sentes que essa morada deixou de ser tua. Quando tentas ficar calmo, quieto, sereno, sentado no cadeirão e o barulho do silêncio não te deixa descansar. Quando deixas morrer, a história que julgavas ser “a história” da tua vida. Assim como a fagulha ferra na pele e dói, macera e tinge, assim também é a dor que sentes quando o lume se força a apagar. O lume do amor, qual vela em fim de vida, contempla, quieto, as “últimas horas”, no desespero de voltar atrás no tempo. O tempo da vivência, qual fugidio, que guardou em si todas as memórias, aquelas que querias que fossem o “agora”. O sossego da inquietação, sentido após o corte da árvore, que recebia vida em suas raízes e água cristalina. Assim como o frio da noite escura, em que apenas vês a margem do rio beijado pela lua branca, assim ficas quando morre um companheiro de batalhas. Cruel a vida, as ideias, pensamentos, boa...
Não consigo deixar de pensar em tudo aquilo que vejo. Naquilo que toco, naquilo que percepciono, naquilo que sinto. Naquilo que vivi e naquilo que sonhei. Naquilo que era a realidade ou simples fantasia. Com um punho cerrado de confetis brilhantes, e outro punho aberto com nada, o tempo mostra, lenta e compassadamente, que a vida nada requer de nós. Flui, passa, esquece. Atrai, ilustra, expande. Não consigo deixar de pensar em tudo. Naquilo que me faz sentir bem ou mal. Naquilo que me faz sentir sem palavras. Naquilo que marca a sinceridade de uma pessoa quando admite os seus erros. Naquilo que creio que a vida seja. Naquilo que Um dia alguém me disse: "A vida é muito mais do que aquilo que fazemos dela." A vida é aquilo que ela também se permite deixar encontrar. A vida é aquele enlace de amor, carinho e sinceridade num olhar. O reconhecer o que vales, o que ganhas e o que perdes. E aí está a magia! Porque mesmo sem teres tudo aquilo que...
Tudo começou….com um raio de sol. Um raio de sol que despontou naquela manhã de areia branca, fresca, com agua azul turquesa, de som relaxante por toda a praia. O raio de sol que mais uma vez agradeci ao Criador que tanto amo e agradeço por estar viva…o que chamariam os espanhóis “un encanto”! E com essa “ilusión” desponta um novo dia…de ovinhos de tartaruga a eclotar ali ao lado, de peixes multicores a beijar-me os pés, de gelados de fruta merengada, maracujá e cheirinho doce a baunilha. Um novo dia de leveza inexplicável, de agradecimento e de sensação de vida inexplicável. No bar ao lado, ainda com as portas de madeira branca fechadas, oiço, algures…jazz…mas jazz do bom, um Frank Sinatra qualquer que me quer fazer pensar aquelas horas da manhã… “It’s just a sweet song…”, ho que vontade de tocar piano! ho que vontade de cantar..! Olho para o lado…a manta que deixei ontem a noite continua igual, onde pernoitei….sem incomodos, sem medos, sem nada..só uma fogueira ...
Comments
Jinhos bigs ***
"O caminho faz-se caminhando." ;)
*** bjinho
ps- gosto mto de ler tudo o que escreves. :)