12 Dec 2016

Amar sin depender

Cuándo consigas amar algo al punto de conseguir vivir sin ello, entenderás lo que significa ser libre. "Amar sin depender" es lo que determina lo fuerte que es tu sentimiento independientemente si tienes contigo lo que tanto quieres o no...Porque si dependes..ya no eres feliz..Ama sin depender, sin amarrarte y sin aferrarte. Ama sin desear algo como tuyo. Ama sin límites. Pero nunca te olvides de lo "posible", nunca te olvides de tu esencia, lo la dejes esconder..por amor.. o simplemente por necesidad. No existen finales "felices", existen finales "posibles".


(mi Barcelona desde los Bunkers)

15 Nov 2016

Transparência nua.




Apreciados leitores:

Hoje decidi compartilhar convosco esta peça musical. "Nue", de Nils Frahm.. Talvez uma forma mais transparente de expressar sem palavras o que levo agarrado às minhas mais profundas ideias e emoções. 

Uma peça musical para disfrutar; a combinar com os chinelos, roupão e chá quente.

Até breve...

10 Nov 2016

No Cimo do Monte






No cimo de um monte... No cimo de um mapa me sento...


Desfolho o livro, o mapa... e eis o vento miúdo, carregado de pequenas gotas de magnetismo de direcção oeste, que molha a linha que persigo no horizonte. Lá ao fundo, encontro, um vulto de pedra castanho no meio do mar..o que parece ser "terra seca". Escuto bem de perto, o enovelado de espuma branca do mar tão turbulento, um pedaço de espaço captado pela tela castanha da minha íris.. Observo, muda, o poder da Natureza.
Rapidamente a minha mente faz uma "ponte"..da fusão do querer...da vontade de percorrer todos os vales iguais a este.

O medo de o ultrapassar. É bem mais que óbvio. O céu está cinzento... os flocos de poeira dispersa pelo ar ultrapassam a camisa apertada de linho. Enfim, paira o 'medo'. os caminhos, os milhares de oportunidades que se tencionaram cruzar com a vida, aquela que agora habita aqui. Direi antes 'temor', aquele que se tenciona sempre ultrapassar como uma corrente de energia que não queremos quebrar por loucura apenas. No cimo do monte olho para aquela pequena pedra que tem ao seu lado aquela linda e ténue flor, tonta de tanto girar com o vento... de pétalas pequenas e firmes, brancas e certinhas..
E nada se quebra, não desaparece, naquele monte..
E é nessa altura que o marulhar do mar me traz clareza: "porque toda a felicidade que existe está sempre dentro de nós", recordo... E porque foi no cimo do monte que aprendi a não ter medo de olhar para baixo, onde marulha o mar com veemência. Em não ter medo de se ser quem se é. Aprender com a poeira que gira sob as gotinhas de ar salgado, aqui tão perto do oceano....brindando ao alegre cocktail dos pensamentos....

Olho para aquela bela manhã, no cimo do monte. E é então que, em silêncio, tal como eles, pego na minha bicicleta amarela e vou ter com os meus dois amigos que me acompanham naquele dia de Agosto. Em que nos aventurámos a subir colinas em BTT. Em que me atrevo a olhar para o sol lá em cima sobre as nuvens cinzentas carregadas.
Em que sou livre.
Em que aponto para o mapa e digo: estive ali! no cimo do monte!


(Apreciados leitores: este texto foi escrito em 2010.. Após alguns anos de interregno, a nossa Paletedecores reabre em força! brevemente aparecerão novas actualizações no nosso blog favorito!)

10 Jun 2010


Noites de Verão.

O calor, o sol, as pessoas, as hormonas, a côr, as pronúncias, os olhos, os sorrisos, as risadas, as experiências, os encontros, os amigos, o prazer, as festas, os pensamentos, a liberdade, as coisas e outras coisas mais... fazem desta época do ano uma autêntica explosão de confétis. Um entusiasmo pasmado pela correriade um caudal tão forte que nos agarra na corrente de um todo novo Verão.

É Junho, o meu mês preferido. Estamos nem mais nem menos que no meio do ano, onde todas as hipóteses continuam a ser lançadas, onde ainda há tempo para muita mudança, para múltiplas experiências, para largas decisões. Chega o Verão e parece que nos esquecemos de tudo. 

Mas o que sabe mesmo bem é estar a beber uma bebida boa, doce e alcoólica num copo bem gelado, olhar para o lado e piscar o olho ao rapaz mais interessante que encontrámos hoje. Simplesmente não nos apetece pensar! Nem hoje, nem na manhã essa nem na seguinte, nem a outra nem a outra..
Ou então isolarmo-nos do mundo e de todos, e ficarmos bem junto da Natureza, num sítio onde só nós sabemos, ouvindo o caudal do rio e refrescando-nos à beira de um lago fresco e puro. É fazer ioga, colher flores, comer cerejas, morangos, kiwis e papaias. É sentir que podemos usufruir da inexistência do tempo. É brincar às escondidas, ao toca e foge, é brincar á felicidade.

Que podemos fazer? Estamos envoltos! O Verão está a chegar... E a espalhar a sua magia...

1 Feb 2010

Uma história de nuvens




Ser livre é ser pequeno. É ser mais forte. É estar só, é resistir. É ser uno. É ter a coragem de um leão, e a persistência de uma criança. É mudar, sempre, mais além. É acreditar no que se tem o direito de dizer. É lutar, guerrear, não estar preso a ideias ou opiniões. É ser capaz de usar o maior tesouro para cumprir a mais dificil promessa. É ser capaz de amar, até ao limite das forças. 
São sítios diferentes, lugares, costumes...

É ser capaz de ser feliz com o pouco que se consegue conquistar. É triunfar mesmo em silêncio. É ser livre, em si.. É como uma folha que cai, que voa, como uma janela que abre, que espande. É como ser o simples, o agora. O ser livre, sem medos ou ançaimes. É um abraço, o amor, o maduro, o vigente e o fugaz.

São as nuvens, onde sonhamos saltar como bolas de algodão São as memórias, a luz do dia. São os simples cinco sentidos quando falam connosco. 
A evasão da bondade. O tudo ou o nada.

7 Dec 2009

Momentos

Foi. Foi o momento certo. O momento certo para por a limpo o que estava a menos, para não ocultar o que estava a mais, para reciclar o que já não existia, para transformar o que existiu.

O momento certo para passar para a frente, rumar a uma nova paragem, deixar para trás o que não fizera sentido. O momento certo para comer um gelado chocolate-menta sem estar com alguém ao lado, andar de baloiço como as crianças, sem estar acompanhada pelo seu riso, ir para a praia sem ninguém por perto. Sem ti, sem os outros, sem todos, foi o momento.
Foi o momento de ver a chuva quente a molhar a areia branca, aqui em baixo, à beira mar. A sua música fresca e os seus tons musicais, que ecoam e devolvem, em si, a sua profundidade mais simples do seu som.

Foi. Foi este o momento em que me encontrei com a minha companhia, com as recordações, com as músicas e cantei baixinho. Não tens nada a mais do que eu ou menos do que outra pessoa qualquer. Simplesmente falta-te o teu Eu: não tens mais alma, foi roubada.

Esse momento, em que percebi que o descartável invadiu a tua mente, em que usar uma pessoa ou um utensílio têm dimensões iguais para ti, tiraram de ti todo o significado de tudo o que me possas ter dito antes. Cortei. Cortei a corda que estava presa à ancora do porto marítimo. Daquilo que acreditava estar seguro, preso, fixo e quieto. Equivoquei-me.
Agora, vejo. Vejo imagens, episódios, conchas no chão, mensagens no céu de uma tarde radiante, mesmo por cima de mim. Um café quente, com o gosto semi-amargo de uma máquina semi-nova que comprei no bar ali ao lado. Vejo-me a mim, a única pessoa que me pode acompanhar durante toda a minha vida, e mesmo assim, sem nunca a conhecer bem.

SEI para onde vou. E sei que não preciso de intrusos na minha vida. Que quero ficar sem as luzes, as euforias ou mesmo as cores. Quero ficar com o que eu consigo conquistar. Eu conto comigo. Essa é a minha única certeza. Podes ficar. O caminho é teu, vive o descartável se quiseres, não descartes quem vive e merece viver em pleno sentido.
06-Dez-2009