QUERO ouvir. Quero ouvir a tua voz. Quero saber o que queres realmente dizer, o que me transmites, o que sentes. Quero estar segura numa praia, acompanhada pelo mar e pelas ondas, pela paixão, pela música, pelo pôr-do-sol e redes de pesca bem perto das casinhas as riscas azuis e brancas, de madeira, onde moram os pescadores. Quero ouvir. E quero também sentir. Sentir, de verdade. Amar é mais do que teres o corpo de alguém, percorrer a sua alma,aquecer o fogo remoto que em ti desconheces e fazer soar o som do vento por todos os poros de uma rocha arenosa, teres À tua frente uma pele tostada pelo sol, ou te deitares sobre a areia molhada. Quero ouvir. Quero ouvir a sério e de novo o que realmente queres. Quero parar de exigir, de preisar, de necessitar incessantemente, temendo, algo que me complemente, algo do qual dependo. E depois chorar. Chorar pelo que nunca consegui senitr, Chorar pela discordância infantil e infeliz dos olhos que param numa noite chuvosa à beira de uma falésia, ol...
SÓ MAIS UMA palavra... E uma SÓ palavra muda tudo. A docura. A firmeza. A beleza. A brandura. A loucura. A sinceridade. Ou mesmo a ira. E foi uma só palavra que desvendou o mistério. O mistério sinistro que se sente como quando olhamos por um telescópio e observamos galáxias e super-exames longinquos, e nos perguntamos o porquê de estarmos aqui... Tudo se resume, apenas, à existência de palavras, de gestos, de olhares. E às vezes mesmo sem falar, temos a capacidade certa de entender, de transformar, de conectar o fio condutor da nossa intuição, da chuva que comunica e faz crescer do chão a árvore viçosa de ver o invisível, tacear o intocável, sentir o desejável, pressentir o imprevisível ... NEste caso, tratou-se apenas de uma palavra. Mais poderosa que um raio, mais perfurante que uma seta. Mais doce que um chocolate e também amarga como o limão. Foi o acordar de manhã, ainda enroscada à almofada branca, olhando por entre a janela em caixilho de madeira..e observar uma árvore verde, ...
É TARDE... tiro da algibeira o lápis, da sacola o papel e da cabeça a imaginação, cheia de ideias e letras saltitantes..que não param e se atravessam no meu caminho como que dizendo que sentem vontade de falar... Hoje decidi escrever a Verdade. A verdade que sempre escondemos e sempre queremos alcançar. a verdade que sempre vivemos, e sempre desejamos albergar. A falésia que se nos atravessa à frente, cheia de desejos, sonhos, vontades,ideias. Um perfume de vida que há em ti, na falésia da tua verdade pessoal, no nevoeiro que sentes com o prazer de estares vivo, tal a sua inexplicável côr. O que é a verdade? O que é a tua verdade? Sentas-te ao meu lado, curioso(a), procurando observar o interesse por detrás destas ideias malucas.. "são só ideias", dizes tu. "são os teus 5 sentidos", digo eu. "É o amor", dizes tu, "É o nevoeiro", digo eu... Amor! Acertaste! A falésia da verdade. Que te aproxima e te distância. Que arde sem se ver. Que magoa e dá ...
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