Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Me gustas tu



Per a tu, princep meu.

Que sapigas que m'agradas moltíssim, ets molt més del que pensas en la meva vida.

Jo només vull VIURE, cada dia per si sol. Pero només al teu costat.

Gràcies per haver convertit la meva vida en un jóc de somriures.

T'estimo Miquel.

Quinta-feira, 10 de Junho de 2010


Noites de Verão.

A vontade de estar fora de casa é ultrapassada pela vontade de estudar para os exames.

Caramba. É mesmo nestas alturas que eu gostava de não ter consciência para me dizer que TENHO de ficar em casa... a estudar!
O calor, o sol, as pessoas, as hormonas, a côr, as pronúncias, os olhos, os sorrisos, as risadas, as experiências, os encontros, os amigos, o prazer, as festas, os pensamentos, a liberdade, as coisas e outras coisas mais... fazem desta época do ano uma autêntica explosão de confétis. Um entusiasmo pasmado pela correriade um caudal tão forte que nos agarra na corrente de um todo novo Verão.

É Junho, o meu mês preferido. Estamos nem mais nem menos que no meio do ano, onde todas as hipóteses continuam a ser lançadas, onde ainda há tempo para muita mudança, para múltiplas experiências, para largas decisões. Chega o Verão e parece que nos esquecemos de tudo. Só queremos que passe rápidamente esta época tão enfadonha, dos exames, "um qualquer 10 serve" (embora no fundo não seja bem assim...).

Mas o que sabe mesmo bem é estar a beber uma bebida boa, doce e alcoólica num copo bem gelado, olhar para o lado e piscar o olho ao rapaz mais interessante que encontrámos hoje. Tudo isso numa noite, em que simplesmente não nos apetece pensar! Nem essa nem na seguinte, nem a outra nem a outra..
Ou então isolarmo-nos do mundo e de todos, e ficarmos bem junto da Natureza, num sítio onde só nós sabemos, ouvindo o caudal do rio e refrescando-nos à beira de um lago fresco e puro. É fazer ioga, colher flores, comer cerejas, morangos, kiwis e papaias. É sentir que podemos usufruir da inexistência do tempo. É brincar às escondidas, ao toca e foge, é brincar á felicidade.

Que podemos fazer? Estamos envoltos! O Verão está a chegar... E a espalhar a sua magia...

Sábado, 3 de Abril de 2010

pincelada no tempo


Já é madrugada e não consigo dormir. A necessidade de escrever invade-me instantaneamente. Acendo, atabalhoadamente a luz do meu candeeiro, ponho uns óculos de leitura, acendo o PC e rapidamente encontro este espaço, o meu cantinho há muito tempo deixado ao abadono, onde posso verdadeira e realisticamente escrever o que sinto, deixar passar o que realmente sou.

Os dias em casa estão a chegar ao fim, e daqui a alguns dias é tempo de regressar à selva. Por muito que nos custe ou pareça irritante, é na "selva" que realmente crescemos, onde qualquer barulho suspeito é uma pista, onde sistematicamente usamos de uma máscara para nos camuflar.

Hoje aconteceu uma coisa. Foi o dia que achei apropriado para abrir o baú das minhas recordações. O sítio onde guardei as minhas cartas, as fotos, os presentes, as coisas mais bonitas que já recebi. E dentro delas estavam duas cartas. Na realidade já datavam de 2007 e eu nunca as tinha lido. Naquela altura não me interessava lê-las. Simplesmente porque naquela altura, nutria uma especie de admiração pulvilhada por amor e carinho por outra pessoa. Hoje lembrei-me de lê-las. E fiquei pasmada! Nessas cartas li as palavras mais lindas e poemas mais sinceros que alguma vez li antes. Apercebi-me: já tinha sido amada sem ter dado conta disso.

O tempo passou, o mundo deu muitas voltas e dou por mim a entender que já se passaram 3 anos desde que vivi as coisas mais importantes da minha vida. A vida é uma página branca onde escrevemos o que queremos e não queremos, em que somos actores sem possibilidade de encenar o nosso papel. E é por isso que erramos. O erro é a estrada que nos encaminha a seguir o rumo do nosso auto-aperfeiçoamento, sem sombra de dúvidas.

E, sincera e humildemente, sei admitir quando sou valente e quando sou fraca. E sei dizer que errei. Errei por muitas razões: desperdicei oportunidades, desconfiei e simplesmente travei muitas coisas, que na realidade, eram as mais puras que me poderiam ter oferecido na altura.

"Amor, alegria, pureza e amizade", já me tinha esquecido desde grupo. Aquele que me acompanhava quando eu tinha 19 anos, quando sonhava, quando sorria para o espelho para ver como ficava. Quando mudava de roupa e voltava a mudar. Quando me deixava levar pelo encanto de sonhar alto, de me deixar levar pelo sonho.

Ainda me lembro de entrar na Resende. E depois na FFUL. E, imperceptivelmente, já entrei na FMUAB há mais de 7 meses, e só agora caio em mim e tenho a certeza que sou, realmente, uma estudante de medicina. O quê? Estou a delirar? NÃO, não estou! Passados muitos sacrificios e muitos anos...agora, sim, estou a tirar um curso, o meu curso! Agora que olho para uma grande amiga que está prestes a acabar o curso e ser enfermeira, e pensar que poderia fazer parte dessa realidade nesse momento. É não controlar o tempo. E não controlar tudo o que se pode fazer com ele. É ter deixado sentimentos para trás das costas, é ter virado tudo do avesso 4 anos seguidos, simplesmente por um "sonho", por uma forma de querer à vida.

E agora que estou longe, que aprendi a viver por mim, que aprendi a ganhar a minha própria força, olho para a menina que eu era, e que nunca tinha percebido que era.

Eu acredito que nada é em vão. E que às vezes é preciso parar para pensar ou retroceder. Não tenho receio de nenhum dos dois!

Uma coisa eu entendi, nestas férias. Tenho pessoas que amo muito e que me amam muito também. São aquelas que me acompanharam nas praxes, nas canções e no nervosismo, igual para toda a gente, nas mesmas proporções. São os meus amigos de hoje e sempre, a minha realidade, a minha boia quando me sinto à deriva. São as pessoas às quais eu devo o meu sincero "obrigada".

É noite, escuro. Faz vento lá fora. Chove.

Por momentos revivi o passado, os Verões e os Natais.

Chegou o momento de viver o presente. Pois é somente esse que existe. E é aí que eu quero estar!

Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Damn :P

Mais dia, e mais uma vez se ouvia as palavras de Jack Johnson numa música qualquer, nas dunas daquele bar, naquela tarde de Verão. E mais um dia eu olhei para o relógio, isto é, para a sombra que a minha sombra fazia na areia, e calculando....hum...deverão ser umas quatro horas da tarde. Acertei. É tão bom acertar! E saber que se fazem as coisas correctas. Mesmo quando vemos que parecem completamente despropositadas para os outros, mas para nós fazem sentido.
Desta vez estava com o meu grupo de amigos, simplesmente a divertir-me! Simplesmente para ser. Para viver a praia, os bares, as noites, as músicas, as viagens. A juventude! As coisas, já não se sentem da mesma maneira de quando és adolescente, onde tudo paira num raio próximo de 1metro ao teu redor. Agora, já amadureceste as tuas ideias, e estás mesmo à vontade com as tuas próprias conquistas. Depois de caires tantas vezes, de te levantares tantas vezes quantas as quais já caiste, e te sentires pronto para seguir os desafios do teu caminho, aí creio que estarás pronto para simplesmente deixar-te divagar pelos teus próprios sonhos. E de dizeres a ti próprio "caramba, fui eu que consegui isto tudo".
Bom, mas divagações à parte, foi nessa tarde de Verão que te vi a pedir um corneto de morango com mais dois amigos ao teu lado. E a partir daí, a história repetiu-se. Voltei a apaixonar-me.. Amores de Verão. Aqueles que desejamos fugir quando temos a certeza que nos perseguem. Aqueles que devoramos a fogo lento quando temos a certeza que é a sério. O relógio parou no tempo. Não consigo comparar as coisas em dimensões diferentes, porque simplesmente elas fazem sentido num local ao qual eu agora chamo "memória". E assim as histórias começam, com o mesmo interesse de sempre, se mantém, e se mantém a tua memória do sabor do teu humor, da tua frescura, juventude. Dos jogos de xadrez na mesa do café ou mesmo das piadas que ressoavam risos de todos, no nosso grupo, juntamente com as caras alegres dos donos do bar mais proximo, que serviam alegremente "loiras" acabadas de tirar da máquina de pressão.
E tudo isto para te dizer "tenho saudades tuas". Verões à séria. Como esses...há poucos. Sabes uma coisa? Quero repetir*

Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Uma história de nuvens




Ser livre é ser pequeno.

É ser mais forte.

É estar só, é resistir.

É ser uno.

É ter a coragem de um leão,

e a persistência de uma criança.

É mudar, sempre, mais além.

É acreditar no que se tem o direito de dizer

É lutar, guerrear, não estar preso

a ideias ou opiniões.

É ser capaz de usar o maior tesouro

para cumprir a mais dificil promessa.

É ser capaz de amar.

até ao limite das forças.

São sítios diferentes, lugares, costumes.

É ser capaz de ser feliz

com o pouco que se consegue conquistar.

É triunfar mesmo em silêncio.

É ser livre, em si..

É como uma folha que cai, que voa,

Como uma janela que abre, que espande.

É como ser o simples, o singelo e o agora.

O ser livre, sem medos ou ançaimes.

É um abraço, o amor, o maduro, o vigente e o fugaz.
São as nuvens, onde sonhamos saltar como bolas de algodão
São as memórias, a luz do dia.
São os simples cinco sentidos quando falam connosco.

São a evasão e a bondade.

O tudo ou o nada.

Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Momentos

Foi. Foi o momento certo. O momento certo para por a limpo o que estava a menos, para não ocultar o que estava a mais, para reciclar o que já não existia, para transformar o que existiu.

O momento certo para passar para a frente, rumar a uma nova paragem, deixar para trás o que não fizera sentido. O momento certo para comer um gelado chocolate-menta sem estar com alguém ao lado, andar de baloiço como as crianças, sem estar acompanhada pelo seu riso, ir para a praia sem ninguém por perto. Sem ti, sem os outros, sem todos, foi o momento.
Foi o momento de ver a chuva quente a molhar a areia branca, aqui em baixo, à beira mar. A sua música fresca e os seus tons musicais, que ecoam e devolvem, em si, a sua profundidade mais simples do seu som.

Foi. Foi este o momento em que me encontrei com a minha companhia, com as recordações, com as músicas e cantei baixinho. Não tens nada a mais do que eu ou menos do que outra pessoa qualquer. Simplesmente falta-te o teu Eu: não tens mais alma, foi roubada.

Esse momento, em que percebi que o descartável invadiu a tua mente, em que usar uma pessoa ou um utensílio têm dimensões iguais para ti, tiraram de ti todo o significado de tudo o que me possas ter dito antes. Cortei. Cortei a corda que estava presa à ancora do porto marítimo. Daquilo que acreditava estar seguro, preso, fixo e quieto. Equivoquei-me.
Agora, vejo. Vejo imagens, episódios, conchas no chão, mensagens no céu de uma tarde radiante, mesmo por cima de mim. Um café quente, com o gosto semi-amargo de uma máquina semi-nova que comprei no bar ali ao lado. Vejo-me a mim, a única pessoa que me pode acompanhar durante toda a minha vida, e mesmo assim, sem nunca a conhecer bem.

SEI para onde vou. E sei que não preciso de intrusos na minha vida. Que quero ficar sem as luzes, as euforias ou mesmo as cores. Quero ficar com o que eu consigo conquistar. Eu conto comigo. Essa é a minha única certeza. Podes ficar. O caminho é teu, vive o descartável se quiseres, não descartes quem vive e merece viver em pleno sentido.
06-Dez-2009

Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Tenho saudades



Tenho saudades.


Tenho saudades dantes. Tenho saudades daquilo que eu pensava que nunca conseguiria fazer. Tenho saudades daquilo que eu sonhava e daquilo que nunca queria mostrar a ninguém. Tenho saudades das músicas que ouvia, sentada, a pensar em ti. Tenho saudades dos riscos que corremos, dos sonhos que projectámos, do fresco que sentía quando pisava a relva molhada, debaixo dos nossos pés. Tenho saudades de me sentir pequena. Tenho saudades do azul do mar, à tarde, e à noite as estrelas. Tenho saudades de dormir, profundamente. TEnho saudades de casa, do encanto que via as coisas, da alegria com que as sentia. Tenho saudades da família.Tenho saudades dos amigos. Tenho saudades de tempos passados, que não voltam para trás.Tenho saudades do som profundo da tecla de um piano. Tenho saudades da música e do pulsar do meu coração. Tenho saudades de ficar corada. Tenho saudades das surpresas. Tenho saudade da chuva fresca, mesmo por cima do meu nariz. Tenho saudades dos projectos, da imaturidade, da rebeldia. Tenho saudade do nervoso miudinho. Tenho saudades de pedir e logo a seguir ter o que desejava comigo. Tenho saudades de me sentir segura. Tenho saudades de tudo o que me pertence. Tenho saudades quando tudo batia certo. Tenho saudades em tudo o que acreditei. Tenho saudades de sonhar. Tenho saudades de ser eu. De ser tu. Tenho saudades de viver fora do tempo. Tenho saudades de vários tempos, dos sorrisos e dos erros que cometi. Tenho saudades de tudo. Tenho saudades se Ser...

Tenho saudades de viver.

26 Novembro 2009

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Âncora




Oportunidade!


é aquela palavra que a maioria das pessoas se esquece de pronunciar ou de pensar duas vezes antes de passar à acção. Nestes dias de gelada chuva fina, enroscados em casa em cobertores ou simplesmente bebendo o nosso café descansadamente, esquecemo-nos que o "sentido de oportunidade" é tão importante para qualquer tarefa hoje em dia. E desde já podemos pensar, por exemplo, no facto de como nos influenciamos pelo que acontece ao nosso redor.
Se é verdade que a vida tem os seus desafios, também deveria ser verdade que os deveríamos aproveitar como sendo o nosso trampolim para saltar alto. Qualquer coisa é motivo para melhorar o que temos de melhor e explorar o que ainda não conseguimos.
Nestes dias azuis, frios e brancos de neve agressiva, é tão bom pensar...e a conclusão mais irónica que me vem à cabeça é que crescemos, aprendemos, evoluimos, e quando, por final, conseguimos algo, encontramos a velha questão que paira nas nossas mentes: "afinal era só isto?"..pois, perdemos o senso de oportunidade para evoluir ainda mais e chegarmos mais longe... No entanto, quando se perde algo, "a culpa é sempre do outro", a responsabilidade nunca é nossa. É tão giro brincar ao faz-de-conta quando algo não nos convém não é?
Ultimamente parece-me que uma onda de não-sei-quê trouxe um desinteresse que faz cruzar os braças a muita gente! Mas porquê? pergunto eu, se ainda há tanta vida para viver, tanto para construir, tanto para nos fazermos agarrar ao pouco que possamos ter? Talvez Selecção Natural da vida, a insipidez social ou simplesmente a indiferença, criou uma espécie de "desinteresse", o qual muito sinceramente (e ainda bem) não prevalece nas camadas mais jovens da sociedade, rebeldes por natureza.
Mas o meu objectivo aqui não é pronunciar filosofias, mas sim deixar a mensagem que considero importante: DETERMINAÇÃO e OPORTUNIDADE são palavras cruciais para o espaço físico fazer sentido. No meio do caus organizado, estas duas palavras fazem todo o sentido. Porquê? porque determinação é o modo como encaras as coisas de frente..porque oportunidade é o modo como agarras as oportunidades e concretizas o que queres. Isso envolve coragem, humildade e atitude.
Não há tempo a perder. Afinal o que somos nós, se não o Ser Mais Inteligente do universo conhecido? A vida talvez seja um jogo.. onde não escolhemos as cartas que temos... mas controlamos o modo como as jogamos .... e isso faz toda a diferença*


Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

FELIZ NATAL

NATAL!
Aquela festa mundial que une desconhecidos, amplia afectos, partilha o calor de viver! E que, mesmo sem pensarmos, nos acompanha em todos os sonhos de criança, e mais tarde, nos recolhe a momentos de introspeção em família. Momentos estes, onde deixamos de usar capas, máscaras sociais, e somos autenticamente nós. Onde recordamos os que cá estão e os que já partiram. Onde nos colocamos em causa e renovamos sonhos e ampliamos energias. Onde os presentes, fruto de um consumismo voraz, nos enchem os pensamentos, aereamente mantidos sob ilusões socialmente impostas.
Mas mesmo assim... é uma altura diferente! O apelo à solidariedade, à permanência dos bons actos pra outrém, o simples recordar do nascimento de uma criança, há mais de 2000 anos, muda-nos a vida por esta época em que todos, inconscientemente invejosos, nos lembramos de um velhote vestido de vermelho, e acreditamos na possibilidade daquele desejo concretizado, daquele presente obtido. O tal afago merecido. O tal pertence adquirido.
Ainda se guardam memórias daquela noite em que Jesus nasceu, que provavelmente terá sido para meados de Março. Na verdade, o dia 25 de Dezembro foi adotado pelo Vaticano há centenas de anos atrás, para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus "Saturno", era comemorada de 17 a 22 de Dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa "Mitra", o Sol da Virtude.
Pois é! Parece que, mais uma vez, o Vaticano se lembrou de agradar a gregos e troianos...
Hoje em dia, a maioria de nós desconhece este facto. Independentemente do que nos leva a festejar o Natal, esta é, sem dúvida, a Maior Festa do Mundo. Aquela em que a partilha e o bem querer estão de mãos dadas.. Independentemente das suas raízes (claramente distantes das origens cristãs, mas sim seguidoras dos místicos e festivos caminhos pagãos), é Aquela que nos faz pensar pensar um bocado.. No que somos, o que fazemos aqui, e como o nascimento de um homem pode ter mudado, ou não, algo na nossa vida.
Reflexões à parte, é tempo de paz.
É tempo de dizer a todos Feliz Natal, hoje e sempre!
nota:Do latim 'natális', derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', significando nascer, ser posto no mundo. Em inglês, a palavra que designa o Natal - 'Christmas' - provém das palavras latinas 'Cristes maesse', significando em inglês 'Christ's Mass", missa de Cristo. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Rue des Cascades


(S.Miguel.Açores.Agosto 2008)

Por vezes páro para pensar.


Equilibro-me sobre a força do meu próprio corpo exercida sobre o solo, lá em baixo. A terra mantem-se inerte. Quieta, serena, não responde nem uma palavra. Outrora um ponto quente, mantem-se imune às mudanças geofísicas que acompanham o mundo geológico a cada segundo... Tudo o que existe abaixo do meus pés, provavelmente não existirá daqui a muitos milhares de anos, ter-se-á transformado em correntes de lavas e mantos incandescentes de magma..
Paro e vejo aquela arvore ali e acolá.. com ramos imponentes de folha caduca que marcam a sua passagem pela vida com mais uma folha amarelecida que cai. Mas este local lúgubre não deixa passar más energias. Provoca-me sim aquela vontade de viver icompreensível. Aquele desejo que o mundo não se escape enquanto podemos..
O mundo está em mundaça e com ele mudamos também; todo este mundo computorizado e altamente técnico deixa escapar a fidelidade dos sentimentos. As relações parentais, as relações conjugais, as relações de amizade adquiriram novos lugares e novos espaços.. Novos dogmas e novas formas de expressão. Novos aceleradores de partículas, vanguarda da tecnologia, que tentam a explicar-nos, o início do nosso Universo. Onde a matéria e a anti-matéria coabitam mas nunca se encontram..
Mas naquele local... tudo se mantém quieto. Trago na mente a liberdade e no coração a inquietude do amor, jovialidade, esperança. De tenros anos que em contra-relógio tentam decifrar o enovelado de códigos que compõe a breve e efusiva vida.
Os meus pés continuam ergidos, acima da sola das sandálias brancas... as minhas mãos; presas às de outro ser humano, que admiro, que defendo, que idealizo e que tal como eu se entrega a simples pensamentos. É manhã, ainda cedo. Paro para pensar..em tudo o que me ensinaram, em tudo o que aprendo. Naquela festa de ontem à noite onde o calor das salas escuras se fundiam com o acelerar de emoçoes, ritmados com música vibrante.
Uma nova manhã. Uma nova brisa.





Novos sons.




Uma nova palete de cores....





"Está fresco, voltemos para casa"-oiço, após um cúmplice aperto de mão-"está certo.vamos."